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Festbier, a cerveja que é uma festa

Pra muita gente cerveja é sinônimo de festa. E não é por menos. Embora a bebida tenha sido usada como fonte de nutrientes durante muitos séculos, principalmente em tempos de escassez de alimentos e que não existia tratamento de água, a cerveja há muitos anos está mais ligada a momentos de celebração e diversão. Essa relação é tão próxima que surgiram estilos de cervejas essencialmente pensados para festividades. Uma dessas categorias é a Festbier, uma Lager alemã que busca o equilíbrio entre aromas e sabores maltados e algumas características lupuladas. A ideia é, como era de se esperar, uma cerveja agradável pra se beber em grandes quantidades!

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Imposição estatal

Podemos considerar a Festbier como uma variação da Märzen, cerveja produzida em março (sim, o nome faz referência ao mês de março) e que permanecia em maturação durante todo o verão alemão.

Essa prática não era bem uma escolha dos cervejeiros. Lá pelo início do século XVI, uma lei instaurada na Baviera, região que hoje inclui Munique, limitava a produção cervejeira entre os dias 29 de setembro e 23 de abril.

Como o controle de temperatura era precário, esse era um período com temperaturas mais amenas e que permitia a fabricação de cervejas com melhor qualidade pros insumos normalmente adotados por lá. Resumindo, era em março que as cervejarias corriam pra fazer suas últimas brassagens daquela “temporada”.

De mãos dadas com a Oktoberfest

A Märzen levava 6 meses para ficar pronta. E isso nos leva para qual mês? Isso mesmo: outubro. E o que tem mesmo nessa época? Se você respondeu Oktoberfest, acertou! Como coincidência pouca é bobagem, esse estilo fez parte do casório entre o príncipe Ludwig von Bayern e a princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen em 1810.

A festança durou uma semana e a nobreza curtiu tanto que resolveu repetir a festividade todos os anos. Grosso modo, foi assim que surgiu a Oktoberfest. E a Märzen foi uma das cervejas mais apreciadas do evento, se tornando figurinha repetida nas edições seguintes e até passou a ser chamada de Oktoberfestbier.

Atualmente, o termo Oktoberfestbier possui denominação de origem protegida (DOP), ou seja, apenas cervejarias da região de Munique podem dizer “comercialmente” que produzem uma legítima cerveja desse estilo.

Mas esse tipo de cerveja tem um “problema”: é uma bebida mais encorpada, com teor alcoólico um pouco mais alto. Com isso, ela não era tão fácil de se beber. Foi então que as cervejarias e os organizadores do evento tiveram a ideia de adaptar o tradicional estilo da Oktober.

A pioneira nessa movimentação foi a Paulaner nos anos 70, e o resultado foi exatamente a Festbier. O estilo caiu no gosto dos alemães e gringos que passam pela Oktoberfest e desde 1990 é a principal cerveja do festival.

É hora de uma Festbier

Ao abrir uma Festbier, você pode esperar por uma cerveja de coloração amarela a dourada, de aspecto cristalino e brilhante com espuma branca a marfim de persistência alta. No aroma o destaque deve ficar com aspectos maltados, como notas de pão tostado e dulçor aparente.

Os lúpulos entregam suaves notas florais, herbais ou condimentadas. Você vai encontrar um amargor (de 18 a 25 IBUs), mas ele não deve sobressair ao que o malte entrega, que no fim das contas é quem manda nesse estilo.

O corpo médio e carbonatação média são o fechamento de uma combinação pra que as Festbier tenham uma sensação leve ao serem bebidas. Mas cuidado pra não ir com muita sede ao pote, pois o teor alcoólico não é tão baixo, geralmente vai de 5,8 a 6.3% de ABV.

Dois exemplares clássicos do estilo são a Hofbräu Oktoberfestbier e a Paulaner Oktoberfest Wiesn. Mas temos bons exemplares nacionais, como a Heilige Oktoberfest e a Eisenbahn Oktoberfest.

Cerveja e festa tem tudo a ver, mas vale aquele reforço: beba com moderação, afinal passar mal nunca é legal, e se for beber, não dirija!

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Escrito por Fernando D'Aquino

Produtor de conteúdo apaixonado por tecnologia, games, esportes e, principalmente, cerveja de qualidade!

Escritor

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